"Hoje foi um dia muito triste", diz Gleisi sobre prisão de marido

"Hoje foi um dia muito triste", diz Gleisi sobre prisão de marido

O ex-ministro Paulo Bernardo, preso nesta quinta-feira (23), é casado com a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR)
A senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) se manifestou pela primeira vez, no começo da noite desta quinta-feira (23), sobre a prisão ocorrida hoje do seu marido, Paulo Bernardo, ex-ministro do Planejamento e das Comunicações dos governos de Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff.

"Hoje foi um dia muito triste na minha vida como mulher, como política e, sobretudo, como mãe. Conheço o pai dos meus filhos. Sei das suas qualidades e do que não faria, por isso sei da injustiça que sofreu nesta manhã", escreveu a senadora em seu perfil no Facebook.

Paulo Bernardo foi preso na manhã de hoje pela Polícia Federal durante a Operação Custo Brasil, um desdobramento da Operação Lava Jato. Ele estava no apartamento funcional da senadora em Brasília.

O ex-ministro é acusado de receber, por meio de um escritório de advocacia ligado a ele, R$ 7 milhões em propina de uma empresa que manteve contratos com o governo federal entre 2010 e 2015. A defesa de Bernardo divulgou nota afirmando que a prisão foi "ilegal".

A senadora criticou a prisão do seu marido e disse que ele "se colocou inúmeras vezes à disposição da Justiça". "Vieram coercitivamente buscá-lo em casa, na presença de nossos filhos menores. Um desrespeito humano sem tamanho, desnecessário. Não havia nada em nossa casa que podia ser levado. Mesmo assim levaram o computador do meu filho adolescente. Fiquei olhando meu menino e pensei sobre a dor que sentia com aquela situação", postou Hoffmann.

A petista declarou que a família não fez fortuna, não tem contas no exterior e que seu patrimônio "parte financiado, foi comprado com nossos salários".

Ela finalizou a nota denunciando que a prisão de Paulo Bernardo é uma tentativa de desviar "o foco da opinião pública deste governo claramente envolvido em desvios, em ataques aos direitos conquistados pela população". "Garantir o impeachment é tudo o que mais lhes interessa neste momento", concluiu.




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